Biografia de Salvador Dalí:
http://www.biography.com/people/salvador-dal%C3%AD-40389/videos/salvador-dali-mini-bio-2163358126Arte
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
quarta-feira, 27 de abril de 2016
segunda-feira, 14 de março de 2016
Além da natureza humana... - Como a arte moldou o mundo!
No primeiro episódio, o documentário busca as origens da ânsia de se retratar o corpo humano, desde as primeiras Vênus paleolíticas, passando pelo Egito e Grécia antigos
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
A arte no Egito
O Egito
desenvolveu uma das principais civilizações da Antiguidade e nos deixou uma
produção cultural riquíssima. Temos informações detalhadas sobre essa cultura
graças a sua escrita bem estruturada.
O aspecto
cultural mais significativo do Egito Antigo era a religião, que tudo orientava.
Acreditava-se em vários deuses e na vida após a morte, mais importante que a
vida terrena. A felicidade e a garantia da vida depois da morte dependiam dos
rituais religiosos. A arte como não poderia deixar de ser, refletia essa visão
religiosa, que aparece representada em túmulos, esculturas, vasos e outros
objetos deixados junto aos mortos.
A arquitetura
Como
consequência da intensa religiosidade, a arquitetura egípcia apresenta
grandiosas construções mortuárias, que abrigavam os restos mortais dos faraós,
além de belos templos dedicados às divindades. São exemplos dessas construções
as pirâmides de Gizé, erguidas durante o Antigo Império.
As pirâmides são
obras arquitetônicas mais conhecidas até hoje, mas foi no novo Império que o
Egito viveu o auge de seu poder e de sua cultura. Os faraós desse período
ergueram grandes construções, como templos de Carnac e Luxor, dedicados ao Deus
Amon.
Durante o
reinado de Ramsés II, no século XIII a. C. a principal preocupação do Egito era
a expansão de seu poder político. Toda a arte desse período era usada como
forma de demonstrar poder.
A pintura
Os pintores
egípcios estabeleceram várias regras que foram seguidas durante muito tempo, ao
longo do Antigo Império. Entre elas, a regra do frontalidade chama atenção pela
frequência com que aparece nas obras.
Aspectos
técnicos como perspectiva, proporção entre as figuras e o ponto de vista do
autor da obra ainda não preocupavam os pintores egípcios. Tudo era mostrado
como se estivesse de frente para o observador.
A rigidez dessas
regras só seria quebrada no reinado de Amenófis IV, no Novo Império. Ele
transferiu a capital de Tebas para Amarna e, pois um fim a região politeísta,
impondo ao povo uma religião monoteísta, cujo único deus era Aton, o deu do
sol, e adotando o nome de Akhnaton em homenagem a ele.
Akhnaton
encomendou pinturas e relevos em que ele, o faraó, não era visto em posturas solenes
e austeras como seus antecessores.
Após a morte de
Akhnaton, a tendência para a informalidade nas representações artísticas
perdurou em algumas obras do início do reinado de Tutancâmon, seu filho e
sucessor.
Quando Tebas
voltou a ser a capital do Egito e o politeísmo foi restaurado, muitos artistas
voltaram a representar os governantes em posturas formais.
A escultura
A escultura é a
mais bela manifestação da arte egípcia no Antigo Império. Apesar das muitas
regras existentes para esse tipo de arte, os escultores criaram esculturas
bastante expressivas. Os egípcios acreditavam que, além de preservar o corpo
dos mortos com a mumificação, era importante encomendar a um artista uma
escultura que reproduzisse seus traços físicos. Essa concepção da escultura não
era aplicada apenas às obras que representavam os mortos. Para os egípcios,
todas as esculturas deveriam revelar as características do retratado, como a
fisionomia, os traços raciais e a condição social.
(PROENÇA, Graça.
Descobrindo a história da Arte. São
Paulo: Ática, 2005.)
Para nós, esses
relevos e pinturas murais fornecem um quadro extraordinariamente vigoroso da vida
no Egito há milhares de anos. E, no entanto, olhando-os pela primeira vez, é
muito provável que os achemos bastante insólitos e nos causem uma certa
perplexidade. A razão é que os pintores egípcios tinham um modo de representar
a vida real muito diferente do nosso. Talvez isso se relacione com a finalidade
diferente que tinha de ser servida por suas pinturas. O que mais importava não
era a boniteza, mas a inteireza. A tarefa do artista consistia em preservar
tudo o mais clara e permanentemente possível. Assim, não se propuseram
bosquejar a natureza tal como se lhes apresentava sob qualquer ângulo fortuito.
Eles desenhavam de memória, de acordo com regras estritas que asseguravam que
tudo o que tinha de entrar no quadro se destacaria com perfeita clareza.
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| Figura 1 - Tanque pintado sobre túmulo em Tebas. 1400 a.C. |
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| Figura 2 - Retrato de Hesire de uma porta esculpida em seu túmulo. 2700 a. C, |
A fig. 2 mostra o efeito que essa ideia teve na representação do corpo humano. A cabeça era mais facilmente vista de perfil, de modo que eles a desenharam lateralmente. Mas, se pensamos no olho humano, é como se fosse visto de frente que usualmente o consideramos. Portanto, um olho de frente era plantado na vista lateral da face. A metade superior do corpo, os ombros e o tronco, são melhor vistos de frente, pois desse modo vemos como os braços estão ligados ao corpo. Mas braços e pernas em movimento vêem-se muito mais claramente de lado. Essa é a razão pela qual os egípcios, nessas imagens, nos parecem tão estranhamente planos e contorcidos. Além disso, os artistas egípcios achavam difícil visualizar um pé ou outro visto de um plano exterior. Preferiam o contorno claro desde o dedão para cima. Portanto, ambos os pés são vistos de dentro e o homem no relevo parece ter dois pés esquerdos. Não se deve supor que os artistas egípcios pensavam que os seres humanos tinham essa aparência. Seguiam meramente uma regra que lhes permitia incluir tudo o que consideravam importante na forma humana. Talvez essa rigorosa adesão à regra tivesse algo a ver com a finalidade mágica da representação pictórica. Pois como poderia um homem com seu braço "posto em perspectiva" ou "cortado" levar ou receber as oferendas requeridas ao morto?
É uma das
maiores façanhas da arte egípcia que todas as estátuas, pinturas e formas
arquitetônicas parecem encaixar-se nos lugares certos, como se obedecessem a
uma só lei. A tal lei, à qual todas as criações de um povo parecem obedecer,
chamamos um "estilo". É difícil explicar com palavras o que produz um
estilo, mas é muito menos difícil vê-lo. As regras que governam toda a arte
egípcia conferem a cada obra individual o efeito de equilíbrio, estabilidade e
austera harmonia.
GOMBRICH, E.H. A História da Arte (Terceira edição). Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1983.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
ARTE
PRÉ-HISTÓRICA
A Pré-História não apresenta nenhum documento
escrito, pois é exatamente a época anterior à escrita. Tudo o que sabemos dos
homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa, análise comparada e
reflexão de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência
arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem.
Sobre este
período, escreve Gombrich: “Chamamos
a estes povos ‘primitivos’ não porque sejam mais simples do que nós – os seus
processos de pensamento são, com frequência, mais complicados do que os nossos
– mas por estarem mais próximos do estado donde, em dado momento, emergiu toda
a humanidade. Entre estes primitivos não há diferença entre edificar e fazer
imagens, no que se refere à utilidade. Suas cabanas existem para abrigá-los da
chuva, sol e vento, e para os espíritos que geram tais eventos; as imagens são
feitas para protegê-los contra outros poderes que, para eles, são tão reais
quanto as forças da natureza. Pinturas e estátuas, por outras palavras, são
usadas para realizar trabalhos de magia”. Toda a arte rupestre teve forte
cunho mágico de caráter propiciatório, principalmente no período Paleolítico,
onde os desenhos naturalistas eram protagonistas de rituais. A estilização do
desenho, no período Neolítico, indica uma minimização da magia, ou
transformação do processo propiciatório em registros e comunicação.
DIVISÃO DA PRÉ-HISTÓRIA
PALEOLÍTICO
A
principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o
naturalismo. O artista pintava os seres, um animal, por exemplo, do modo como o
via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista
captava. Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por
caçadores, e que fazia parte do processo de magia por meio do qual se procurava
interferir na captura de animais, ou seja, o pintor-caçador do Paleolítico
supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. Acreditava
que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido
mortalmente num desenho. Utilizavam as pinturas rupestres, isto é, feitas em
rochedos e paredes de cavernas. O homem deste período era nômade.
Os
artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. Mas,
tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausência de figuras masculinas.
Predominam figuras femininas, com a cabeça surgindo como prolongamento do
pescoço, seios volumosos, ventre saltado e grandes nádegas. Destaca-se: Vênus
de Willendorf.
PALEOLÍTICO
INFERIOR
- aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.C.;
- primeiros hominídeos;
- caça e coleta;
- controle do fogo e
- instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados.
PALEOLÍTICO SUPERIOR
- instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra: machado, arco e flecha, lançador de dardos, anzol e linha e
- desenvolvimento da pintura e da escultura.
NEOLÍTICO
A
fixação do homem da Idade da Pedra Polida, garantida pelo cultivo da terra e
pela manutenção de manadas, ocasionou um aumento rápido da população e o
desenvolvimento das primeiras instituições, como família e a divisão do
trabalho. Assim, o homem do Neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos, de
fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias, constituindo-se os
primeiros arquitetos do mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo através do
atrito e deu início ao trabalho com metais.
Todas
essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. O homem, que se
tornara um camponês, não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do
Paleolítico, e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e
racionalização. Como conseqüência surge um estilo simplificador e
geometrizante, sinais e figuras mais que sugerem do que reproduzem os seres. Os
próprios temas da arte mudaram: começaram as representações da vida coletiva.
Além
de desenhos e pinturas, o artista do Neolítico produziu uma cerâmica que revela
sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto, também
esculturas de metal.
Desse
período temos as construções denominadas dolmens. Consistem em duas ou mais
pedras grandes fincadas verticalmente no chão, como se fossem paredes, e uma
grande pedra era colocada horizontalmente sobre elas, parecendo um teto. E o menir
que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no
solo em sentido vertical.
O
Santuário de Stonehenge, no sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das
primeiras obras da arquitetura que a História registra. Ele apresenta um enorme
círculo de pedras erguidas a intervalos regulares, que sustentam traves
horizontais rodeando outros dois círculos interiores. No centro do último está
um bloco semelhante a um altar. O conjunto está orientado para o ponto do
horizonte onde nasce o Sol no dia do solstício de verão, indício de que se
destinava às práticas rituais de um culto solar. Lembrando que as pedras eram
colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa.
NEOLÍTICO
- aproximadamente 10.000 a 5.000 a.C.
- instrumentos de pedra polida, enxada e tear;
- início do cultivo dos campos;
- artesanato: cerâmica e tecidos;
- construção de pedra e
- primeiros arquitetos do mundo.
IDADE DOS METAIS
- aproximadamente 5.000 a 3.500 a.C.
- aparecimento de metalurgia;
- aparecimento das cidades;
- invenção da roda;
- invenção da escrita e
- arado de bois.
Referências:
GOMBRICH,
E.H. A História da Arte (Terceira edição). Rio de Janeiro: Zahar
Editores, 1983.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Conteúdo Anual
1º Bimestre
A arte da Pré-História
A arte no Egito
A arte na Grécia
A arte romana
A arte românica
2º Bimestre
A arte gótica
O Renascimento na Itália
O Renascimento na Alemanha e nos Países Baixos
A arte pré-colombiana e a arte pré-cabralina
A arte barroca na Europa
3º Bimestre
O Barroco no Brasil
Século XIX na Europa: as inovações na arte
Século XIX no Brasil: a influência estrangeira
Século XIX na Europa: o Impressionismo
Século XIX no Brasil: a modernização da arte
4º Bimestre
Final do século XIX na Europa
A arte da primeira metade do século XX
Século XX no Brasil: o Modernismo
A arte na segunda metade do século XX
Século XX no Brasil: a arte contemporânea
Referência bibliográfica básica:
PROENÇA, Graça. Descobrindo a história da Arte. São Paulo: Ática, 2005.
A arte da Pré-História
A arte no Egito
A arte na Grécia
A arte romana
A arte românica
2º Bimestre
A arte gótica
O Renascimento na Itália
O Renascimento na Alemanha e nos Países Baixos
A arte pré-colombiana e a arte pré-cabralina
A arte barroca na Europa
3º Bimestre
O Barroco no Brasil
Século XIX na Europa: as inovações na arte
Século XIX no Brasil: a influência estrangeira
Século XIX na Europa: o Impressionismo
Século XIX no Brasil: a modernização da arte
4º Bimestre
Final do século XIX na Europa
A arte da primeira metade do século XX
Século XX no Brasil: o Modernismo
A arte na segunda metade do século XX
Século XX no Brasil: a arte contemporânea
Referência bibliográfica básica:
PROENÇA, Graça. Descobrindo a história da Arte. São Paulo: Ática, 2005.
Competências e habilidades ENEM - Arte
Compreender a arte como saber cultural e estético gerador de significação e integrador da organização do mundo e da própria identidade.
H12 – Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.
H13 – Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.
H14 – Reconhecer o valor da diversidade artística e das interrelações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos.
H12 – Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.
H13 – Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e preconceitos.
H14 – Reconhecer o valor da diversidade artística e das interrelações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos.
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