ARTE
PRÉ-HISTÓRICA
A Pré-História não apresenta nenhum documento
escrito, pois é exatamente a época anterior à escrita. Tudo o que sabemos dos
homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa, análise comparada e
reflexão de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência
arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem.
Sobre este
período, escreve Gombrich: “Chamamos
a estes povos ‘primitivos’ não porque sejam mais simples do que nós – os seus
processos de pensamento são, com frequência, mais complicados do que os nossos
– mas por estarem mais próximos do estado donde, em dado momento, emergiu toda
a humanidade. Entre estes primitivos não há diferença entre edificar e fazer
imagens, no que se refere à utilidade. Suas cabanas existem para abrigá-los da
chuva, sol e vento, e para os espíritos que geram tais eventos; as imagens são
feitas para protegê-los contra outros poderes que, para eles, são tão reais
quanto as forças da natureza. Pinturas e estátuas, por outras palavras, são
usadas para realizar trabalhos de magia”. Toda a arte rupestre teve forte
cunho mágico de caráter propiciatório, principalmente no período Paleolítico,
onde os desenhos naturalistas eram protagonistas de rituais. A estilização do
desenho, no período Neolítico, indica uma minimização da magia, ou
transformação do processo propiciatório em registros e comunicação.
DIVISÃO DA PRÉ-HISTÓRIA
PALEOLÍTICO
A
principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o
naturalismo. O artista pintava os seres, um animal, por exemplo, do modo como o
via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista
captava. Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por
caçadores, e que fazia parte do processo de magia por meio do qual se procurava
interferir na captura de animais, ou seja, o pintor-caçador do Paleolítico
supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. Acreditava
que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido
mortalmente num desenho. Utilizavam as pinturas rupestres, isto é, feitas em
rochedos e paredes de cavernas. O homem deste período era nômade.
Os
artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. Mas,
tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausência de figuras masculinas.
Predominam figuras femininas, com a cabeça surgindo como prolongamento do
pescoço, seios volumosos, ventre saltado e grandes nádegas. Destaca-se: Vênus
de Willendorf.
PALEOLÍTICO
INFERIOR
- aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.C.;
- primeiros hominídeos;
- caça e coleta;
- controle do fogo e
- instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados.
PALEOLÍTICO SUPERIOR
- instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra: machado, arco e flecha, lançador de dardos, anzol e linha e
- desenvolvimento da pintura e da escultura.
NEOLÍTICO
A
fixação do homem da Idade da Pedra Polida, garantida pelo cultivo da terra e
pela manutenção de manadas, ocasionou um aumento rápido da população e o
desenvolvimento das primeiras instituições, como família e a divisão do
trabalho. Assim, o homem do Neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos, de
fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias, constituindo-se os
primeiros arquitetos do mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo através do
atrito e deu início ao trabalho com metais.
Todas
essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. O homem, que se
tornara um camponês, não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do
Paleolítico, e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e
racionalização. Como conseqüência surge um estilo simplificador e
geometrizante, sinais e figuras mais que sugerem do que reproduzem os seres. Os
próprios temas da arte mudaram: começaram as representações da vida coletiva.
Além
de desenhos e pinturas, o artista do Neolítico produziu uma cerâmica que revela
sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto, também
esculturas de metal.
Desse
período temos as construções denominadas dolmens. Consistem em duas ou mais
pedras grandes fincadas verticalmente no chão, como se fossem paredes, e uma
grande pedra era colocada horizontalmente sobre elas, parecendo um teto. E o menir
que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no
solo em sentido vertical.
O
Santuário de Stonehenge, no sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das
primeiras obras da arquitetura que a História registra. Ele apresenta um enorme
círculo de pedras erguidas a intervalos regulares, que sustentam traves
horizontais rodeando outros dois círculos interiores. No centro do último está
um bloco semelhante a um altar. O conjunto está orientado para o ponto do
horizonte onde nasce o Sol no dia do solstício de verão, indício de que se
destinava às práticas rituais de um culto solar. Lembrando que as pedras eram
colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa.
NEOLÍTICO
- aproximadamente 10.000 a 5.000 a.C.
- instrumentos de pedra polida, enxada e tear;
- início do cultivo dos campos;
- artesanato: cerâmica e tecidos;
- construção de pedra e
- primeiros arquitetos do mundo.
IDADE DOS METAIS
- aproximadamente 5.000 a 3.500 a.C.
- aparecimento de metalurgia;
- aparecimento das cidades;
- invenção da roda;
- invenção da escrita e
- arado de bois.
Referências:
GOMBRICH,
E.H. A História da Arte (Terceira edição). Rio de Janeiro: Zahar
Editores, 1983.



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